Reforma Tributária

A Reforma Tributária começa antes da nova tributação.

Preparação jurídica da empresa para a transição do IBS e da CBS, a partir dos efeitos concretos sobre a sua operação, os seus contratos e os seus clientes.

Preparar minha empresa para a transição
Contexto

O que muda não é só a alíquota. É a lógica.

A troca do modelo atual pelo IBS e pela CBS não altera apenas quanto se paga. Ela altera onde o tributo incide, quem aproveita crédito e como o preço se forma ao longo da cadeia. Isso significa que dois fornecedores com o mesmo preço podem representar custos diferentes para o comprador, e que decisões tomadas hoje sobre contratos, regime e estrutura produzirão efeito depois que a transição avançar.

Existe uma diferença prática entre acompanhar a Reforma e se preparar para ela. Acompanhar é saber o que foi publicado. Preparar-se é traduzir isso em revisão de instrumentos, recomposição de margens e ajuste de processos, com prazo suficiente para negociar em vez de reagir.

O que costuma precisar de revisão

Onde a transição toca a empresa

Nem toda empresa precisa mexer em tudo. O peso de cada item depende do setor, do porte, do prazo dos contratos e, sobretudo, de quem compra da empresa, razão pela qual a análise parte da operação concreta e não de um roteiro padrão.

Como conduzimos

Quatro etapas da preparação

01

Diagnóstico de impactos

Entender como a transição atinge esta empresa, e não as empresas em geral.

  • Mapeamento da operação e da cadeia
  • Perfil da carteira de clientes e de fornecedores
  • Levantamento dos contratos afetados
  • Identificação das decisões com prazo próprio
  • Priorização do que precisa ser resolvido antes
02

Contratos e formação de preços

Verificar se os instrumentos existentes absorvem a mudança de carga.

  • Revisão de cláusulas de preço e reajuste
  • Reequilíbrio econômico e repasse de carga
  • Responsabilidades das partes e obrigações acessórias
  • Cláusulas de mudança legislativa
  • Contratos com fornecedores e com clientes
03

Créditos, regime e operação

Decidir com base em número, considerando o crédito que se aproveita e o que se transfere.

  • Análise de créditos de IBS e CBS
  • Avaliação do regime tributário e das opções disponíveis
  • Efeitos sobre empresas do Simples Nacional
  • Revisão da estrutura das operações
  • Simulação de cenários com a contabilidade
04

Conformidade e acompanhamento

Atravessar a transição com histórico limpo, porque os dados de agora alimentam a apuração real.

  • Adequação de documentos fiscais e sistemas
  • Obrigações acessórias do período de transição
  • Programas de conformidade e autorregularização
  • Acompanhamento das alterações legislativas e regulamentares
  • Registro das decisões e da fundamentação adotada
Uma atuação integrada

A transição raramente se resolve numa frente só.

TributárioContratosSocietárioContabilidadeOperação

Uma decisão sobre regime muda o crédito que a empresa transfere, o que altera a negociação comercial, o que se reflete nos contratos, o que pode exigir ajuste na estrutura societária. Tratar cada ponto isoladamente costuma produzir soluções que não se sustentam quando a operação inteira é considerada.

Esta frente integra a metodologia própria de estruturação jurídica empresarial do escritório. Conheça nossa forma de atuação, ou veja a atuação tributária permanente em Direito Tributário Reforma Tributária.

Análises sobre a transição

Conteúdo sobre a Reforma Tributária

Ver todas as análises →
Quem conduz
Giani Cezimbra, advogada tributarista e empresarial

Giani Cezimbra

Advogada tributarista e empresarial, graduada pela Universidade Federal da Bahia e pós-graduada em Advocacia Pública pela Universidade de Coimbra. Autora de análises sobre a transição do IBS e da CBS publicadas no Migalhas e no JusBrasil, e de conteúdo próprio sobre o cronograma da Reforma, a opção do Simples Nacional e os programas de conformidade do período de teste.

A condução técnica é pessoal, com acompanhamento direto da empresa e articulação com a contabilidade quando a decisão exige as duas leituras.

Perguntas frequentes

Dúvidas que aparecem antes da primeira conversa

Quando a empresa precisa começar a se preparar para a Reforma Tributária?

Antes da cobrança começar. Revisão de contratos de médio e longo prazo, ajuste de sistemas e recomposição de preços levam meses, e algumas decisões têm janela própria, com prazo que se encerra independentemente do calendário da transição.

A Reforma Tributária afeta todas as empresas da mesma forma?

Não. O efeito depende da operação, do setor, do regime, do prazo dos contratos e, principalmente, de quem compra da empresa. Quem vende para consumidor final sente de um jeito; quem vende para empresas que aproveitam crédito sente de outro.

Contratos em vigor precisam ser alterados por causa da Reforma?

Nem todos. O que precisa ser avaliado é se o instrumento tem cláusula capaz de absorver mudança de carga tributária, como reajuste, reequilíbrio ou repasse. Contratos de longo prazo firmados sob as premissas antigas são os que mais merecem análise.

O que muda para quem está no Simples Nacional?

O Simples permanece, mas passou a existir a escolha entre recolher o IBS e a CBS dentro do DAS ou pelo regime regular, com efeito direto sobre o crédito que a empresa transfere aos seus clientes. Essa opção tem janela definida e regras próprias de cancelamento.

Esse trabalho substitui a contabilidade da empresa?

Não. A análise jurídica trata dos contratos, das obrigações, dos riscos e das decisões que produzem efeito tributário, e é feita em conjunto com a contabilidade, que conduz a apuração e a escrituração.

A transição tem prazo. A preparação, não precisa esperar por ele.

A análise parte da sua operação concreta para definir o que precisa ser revisto, em que ordem e com qual urgência.

Conversar com o escritório